Criações

Depois de já ser considerado um criador de novos ritmos, Pinduca criou a Lambada.”Certa vez em minha casa , por ocasião de um ensaio do meu conjunto musical, criei algo, que não era nem samba, nem carimbó, nem mambo, mas era um ritmo gostoso. Dias depois fui tocar num baile na sede do Coqueiro, a festa estava desanimada, foi aí que eu me lembrei de mandar tocar aquele ritmo que surgiu no ensaio, e pra minha surpresa, o salão ficou cheio de dançantes, nesta hora me veio no pensamento, o que é que esperta a pessoa: uma lambada de cinturão ou uma lapada de cachaça para espertar o homem para o trabalho? Foi assim que eu escolhi o nome para o gênero musical: lambada”.

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“Tentei com o Sr. Rosvaldo, que na época era dono da gravadora Beverly e depois Copacabana, para que eu gravasse esse gênero que havia criado, ele não aceitou porque eu já tinha uma identidade musical, e isto podia complicar a minha carreira, mas me autorisou a encontrar na época alguém que pudesse gravar este gênero, e o tempo foi passando, até que levei para gravar em São Paulo, o Texeira (de Manaus) , o Mário Gonçalves e o Oséas. Mas, acredito que nesse período, por causa da divulgação que os nossos saudozos amigos radialistas Paulo Ronaldo e Haroldo Caraciôlo faziam nos seus programas de rádio, outros aproveitaram a onda e gravaram, como: o Vieira e outro que não me lembro. Por que os dois radialistas divulgavam? Ninguém havia gravado, mas os dois frequentavam uma boite que tinha ou ainda tem na entrada do bairro de Canudos, de nome Chamêgo e na época que eu criei o gênero, eu tocava lá, eles me pediam aquela música e eu chegava a tocar até cinco vezes na noite”.

Eles tocavam no programa de rádio merengue e anunciavam com o nome de lambada, e assim começou, até que surgiram as gravações e com isto a lambada saiu do Pará, ganhou o Brasil e o Mundo.

Quando a lambada entrou em Salvador, lá em Porto Seguro, ela já tinha sofrido uma ou várias metamorfoses musicais, recebendo uma coreografia bonita, mas que não foi suficiente para manter a lambada por muito tempo no sucesso. Os mínimos detalhes desta história musical e de outras, estarão no livro que Pinduca pretende lançar em breve.

Lambada (Sambão) – Vol 5
Lambada Nº 2 – Vol 6
Lambada Nº 3 – Vol 7
Melô do Estivador – Vol 8

Como nasceu o Sirimbó

Quando Pinduca começou a divulgar o carimbó dentro da capital, causou grandes polêmicas, pois o ritmo era muito conhecido nas regiões bragantinas e nas regiões do salgado (forma como são identificadas algumas regiões do nosso Estado).

“Certa ocasião meu conjunto musical foi contratado para um baile, na cidade de Irituia, lá estava contecendo uma festa de carimbó me empolguei com a animação dos que dançavam, e resolvi a partir daquela data, introduzir no meu repertório o carimbó.

Durante a festa de Nazaré quando Pinduca tocava um carimbó, tinha que tocar também um siriá, porque os residentes do Baixo Tocantins ali presentes discutiam com os Bragantinos, achando que um ritmo era melhor que outro.

Daí veio a idéia de Pinduca fazer uma mistura de carimbó e siriá, nascendo o SIRIMBÓ.

Pinduca desde sua adolescência, conhece tanto o siriá como o carimbó, pois é descendente de uma família de músicos, como seu pai, que era professor de música no município de Igarapá-Miri. Portanto não lhe foi difícil misturar os dois ritmos.

História do Langode

No ano de 1989, Pinduca e Elias Muniz, encontraram-sem em São Paulo, e como já eram velhos amigos, resolveram crair um novo ritmo, já que Elias é um grande compositor, famoso e conhecidissímo no Brasil.

No hotel Paramount, em São Paulo, criaram o Langode, que vem a ser a mistura da Lambada com o Pagode, o qual foi imediatamente gravado pelo grande cantor Jair Rodrigues. Neste disco em vinil, recebeu destaque sendo a 1ª faixa do lado B.

Langode – (Pinduca e Elias Muniz) Intérprete: Jair Rodrigues

Como nasceu o Lári, Lári

Também é criação de um novo ritmo que Pinduca lançou através de seus discos, no decorrer de sua carreira artística.

Lári, Lári, pode se dizer que é também uma mistura de ritmos. Pela sua divisão musical, pode ser executado como Mambo ou Arrasta-pé.

Este nome – Lári, Lári – foi tão forte que, em Belém do Pará, chegaram a criar um ditado popular onde se falava:

” Tú estás parece o Pinduca: é só Lári, Lári.”

Lári, Lári – Vol 4
Lá Lariá – Vol 5
Lári, Lári ê – Vol 5

A nova moda: Xengo, xengo

Xengo, Xengo é uma nova moda em ritmo acelerado, que Pinduca está lançando em seu novo disco, o CD de nº 30.

Para evitar a mesma polêmica que aconteceu com a Lambada, criada por Pinduca, e que depois muitos artistas entitularam-se os autores, Pinduca previniu-se durante as gravações de seu último disco, pedindo para que os vocalistas maestro Poty, Socorro Raulino (esposa do maestro) e a Sra Patricia de Oliveira gravarem o chamam de assinatura, nas músicas que têm como ritmo o Xengo, Xengo. Leia: Como Tocar Cavaquinho

Nas gravações, se canta mais ou menos assim: “PINDUCAaaaa e o XENGO, XENGOôôô.”

É uma mistura de carimbó com forró, muito embora se pareça com outros ritmos já existentes. Pinduca garante, porém, que a diferença se encontra na percussão.

Quer Aprender a tocar cavaquinho? veja como.

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